AO REDOR DO COLISEU

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Roma. Itália. Fevereiro de 2017.

Caminho ao redor do Coliseu, o sol quente contrasta com o vento frio. É o fim do inverno. Aquele tigre já deve estar sentindo calor, penso. Mas ele encontra forças para avançar no gladiador distraído, que passava um papo na filha daquele nobre esnobe. Que estranho bicho de estimação! A francesa tão blasé se admira e eu quase perco de ver o pistoleiro americano puxando a máquina fotográfica na rapidez de um turista japonês. O romano gordinho solta o cigarro que tentava fazer enganar sua idade. Ninguém está vendo essas marcas de tiro? diz a professora responsável pela excursão da quinta série. Pouca gente lá em cima nota. Estão preocupados com as ruínas vazias da arena que tenta reaver sua glória.

A.C.M.

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ENTRE AS RUÍNAS DO IMPÉRIO ROMANO

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Roma. Itália. Fevereiro de 2017.

Muitas viagens podem ser feitas em Roma. Ver as velhas pedras que sobraram do grande império romano é o que mais me faz sonhar. Sem saber por onde começar, decido me guiar espontanemante e o que mais me chama atenção são dois conjuntos próximos de colunas. Um deles trata-se do Templo de Saturno, cuja construção se iniciou ainda antes da inauguração da república romana. O outro conjunto de colunas é templo construído em homenagem ao imperador Vespasiano, por seus filhos Tito e Domiciano, pertencentes à dinastia flaviana. A obra foi concluída em 87 d.C.

Vespasiano foi quem mandou construir o Coliseu, aterrando o extravagente lago artificial feito por Nero anos antes. Claro que muitos desses monumetos, senão todos, eram comemorações e homenagens às conquistas romanas em terras estrangeiras ou monumentos destinados a fortalecer a influência das famílias dos imperadores. De qualquer forma, olhar as construções e andar pelas ruas romanas de dois mil anos atrás é fantástico.

Aqui, rodeado destas velhas pedras rachadas, é inevitável pensar que isso tudo foi apenas mais um império que ruiu. Porém, pensando bem, ainda falamos uma derivação da língua desse império. Bebemos o mesmo vinho, temos o mesmo gosto pela elegância, a mesma luxúria exagerada. Sem falar que, estar aqui e caminhar tranquilamente sobre as ruínas do que um dia foi o centro do mundo, parece ser uma forma de conquista.

A.C.M.

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