O FEITO DE MARTIM MONIZ

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Lisboa. Portugal. Fevereiro de 2017.

Fiquei tanto tempo dentro do Castelo São Jorge que, quando desço pelas ruelas sinuosas procurando meu hotel, é noite, e acabo me perdendo. Peço informações a um guarda muçulmano, mas ele nem responde, distraído enquanto ajeita seu turbante na cabeça. As luzes amareladas criam sombras de formas sinistras nas antigas paredes de pedra. Após mais uma curva, vejo um grande portão entreaberto, dando acesso ao castelo. Em seguida, sons de passos pesados. Um cavaleiro cristão sobe correndo uma ladeira numa velocidade nunca antes vista em uma esteira de academia e se joga na fresta do portão antes que o guarda dorminhoco possa fechá-lo completamente. Entalado, o bravo cavaleiro recebe flechadas até a morte, assegurando seu heroísmo, pois, por esta fresta, todo um exército cristão retoma Lisboa, à quase mil anos atrás. A moça que tentava ler no escuro tem tempo de perguntar o home do herói. Ele diz que se chama Martim Moniz.

A.C.M.

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“POR UM PRATO DE BARREADO”

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Serra do Mar, Paraná. Brasil. Novembro de 2012.

A gente desce na chuva mesmo, as pedras escorregam como sabão, a floresta deixa tudo sempre tão úmido. A mochila parece pesar, mas aqueles tropeiros sobem e descem, as mulas sabem onde pisar. Desde lá do porto, levam tudo o que se pode querer nas cidades lá em cima. Sente o cheiro dessa comida! Não é tão bonito de ver, uma maçaroca, e o nome ficou quase uma tiração de sarro, mas como é bom esse Barreado! E essa montanha dá uma fome. Tá bom, troco um desenho por um pratão desses!

A.C.M.

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