VEIAS DA AMAZÔNIA

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Amazonas. Brasil. Março de 2018.

A cidade Manaus é urbanização, carros, ônibus, asfalto, fumaça e gente. O porto também é movimentado, mas basta pegar um pequeno barco, subir o rio Negro na direção onde ele se encontra com o Solimões, mudar então de águas escuras para águas claras, seguir a mata verde que se abre criando suas ruelas alagadas, para então estar em meio à mais pura natureza.

É um misto de encantamento e receio estar no meio dos igarapés, esses canais que se formam no meio da floresta devido à água que sobe e alaga a floresta, formando “veias” de acesso. E a época de cheia nem começou ainda. Os ribeirinhos que moram em palafitas tem suas casas lá no alto, mas sabem que isso vai mudar em breve. Não posso deixar de pensar nos grandes peixes, cobras e outros “monstros amazônicos” que devem estar passando por debaixo do barco.

Paramos por um momento, não sei quanto. Motor desligado. O silêncio vai dando lugar aos sons da floresta, que conversa e conversa enquanto eu perco a noção do tempo.

A.C.M.

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