CATARATAS

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Foz do Iguaçu. Brasil. Janeiro de 2017

As Cataratas do Iguaçu vão se apresentando aos poucos. Posso ver filetes de água escorrendo das montanhas ao longe. Caminho pela trilha do Parque Nacional do Iguaçu, cercado da mata e seus animais se mostrando aqui e ali. Entre eles, a onça, que felizmente prefere não se mostrar. O barulho da água ecoa, prometendo o espetáculo que ainda não se vê.

O primeiro europeu a ter essa expectativa foi Álvar Núñez Cabeza de Vaca, no ano de 1541. Mas quantos índios não deviam já conhecer há tempos esse lugar mágico e assustador?

O nome Cataratas do Iguaçu tem origem tupi-guarani e significa água grande. De acordo com a lenda, um deus queria se casar com uma bela mulher chamada Naipi, que fugiu em uma canoa com seu amante mortal Tarobá. Com raiva, o deus cortou o rio, criando as cachoeiras e condenando os amantes a uma queda eterna.

Continuo a caminhada até estar perto o suficiente para não fazer nada além de reverenciar as famosas cataratas. Da ponta da passarela singelamente batizada de Garganta do diabo, sinto o vapor da cachoeira que cai violentamente ao lado, rugindo poderosa. Vejo a gigantesca queda ali do outro lado, já na Argentina. Ao olhar para baixo, na direção dos meus pés, tenho finalmente a assustadora perspectiva do abismo de água.

Fico emocionado, mas se há lágrimas, se escondem na explosão de água que molha todos os visitantes deste inesquecível patrimônio natural.

A.C.M.

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