NAS MURALHAS DO CONVENTO DE CRISTO

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Tomar. Portugal. Março de 2017.

A partir do centro da cidade de Tomar, subo ofegante o morro, olhando torres de pedra lá no alto, pisando nas pedras de vielas estreitas que, passo a passo, vão me levando a uma vista cada vez mais panorâmica. Logo estou de frente ao Castelo Templário de Tomar, a antiga sede da Ordem de Cristo.

A construção do castelo foi iniciada em 1160 pelo cavaleiro templário Gualdim Pais após voltar do cerco de Jafa, em Jerusalém, e ser ordenado quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal. Fundou então este castelo e, dentro dele, o Convento de Cristo, que se tornou o Quartel-General dos Templários em território português.

Tempos depois, em 1420, o Infante D. Henrique, o navegador, é nomeado governador e administrador da antiga Ordem, renomeando-a Ordem de Cristo. A partir daí, o governo da Ordem é entregue à família real, sendo então reconfigurada mas sem desvirtuar o seu espírito original, de cavalaria e de cruzada. No entanto, surge um novo objetivo: a expansão marítima.

É com D. Henrique que os Cavaleiros se tornam navegantes e que muitos navegantes se tornam cavaleiros. Durante a sua regência os religiosos contemplativos são introduzidos na Ordem, passando a coexistir com os monges-cavaleiros. A casa militar do castelo é então transformada num convento e são construídos dois claustros e a Alcáçova é adaptada para casa senhorial do Infante.

Pouco depois, entre 1495 e 1521, D. Manuel é rei de Portugal e a expansão marítima portuguesa atinge seu auge. Grandes navegadores surgem, novas rotas são descobertas, o mundo ganha novas dimensões e uma nova terra, verde e imensa, é vista por esses bravos cavaleiros navegadores portugueses.

Vindo lá de longe, eu deixo o tempo passar aqui do alto da torre de vigia, escorado nas muralhas que parecem ser eternas.

A.C.M.

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