ÍNDIOS DO SUL

chapeco-peq

Chapecó. Santa Catarina. Maio de 2014.

Sem planejar, acabo chegando na cidade catarinense de Chapecó. Meio por acaso acabo embarcando na van dos estudantes de Ciências Sociais da Universidade e juntos vamos visitar a aldeia dos índios Coroados-do-Sul.

É a primeira vez que visito uma aldeia indígena e não consigo deixar de ter a ingênua expectativa de ver os índios nus e armados com arco e flecha, como em pinturas antigas e desenhos animados.

Mas estamos no século XXI e aqui no sul do Brasil é frio. Eles estão vestindo calça social, jeans, camiseta e camisa. As mulheres saia e calça. Nos recebem com simplicidade e simpatia. A aldeia é um ambiente cheio de encanto. Árvores, silêncio, uma névoa que cobre a floresta verde escura. As casas são de madeira e alvenaria, mas há uma oca tradicional num canto.

Nos explicam seu modo de vida. O esforço de manter as tradições indígenas mesclado à interação com a cidade grande. Usam ervas medicinais mas, vez ou outra, recorrem aos antibióticos. Estudam em sua própria escola, com professores índios, mas estes cursam universidades nas grandes cidades.

Quando saem da aldeia, os índios desbravam a floresta urbana, trabalhando na indústria e em áreas especializadas. Fazem parte das cidades, mas continuam a guardar as florestas. Inútil achar que por estarem na aldeia estão longe da vida moderna. Os índios estão no sangue e no olhar de cada brasileiro que se permite olhar para si mesmo.

A.C.M.

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