“O FESTIVAL E ANGOULÊME”

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Angoulême. França. Janeiro de 2015.

Autores, leitores e personagens se esbarram pelos pavilhões lotados e ruelas feitas das pedras frias da idade média que tenta ser lembrada, assim como os tantos personagens, que são autores, que são leitores e que aqui, de tão conhecidos, não passam de andarilhos anônimos, como eu.

Em todo fim de Janeiro, o frio de Angoulême traz o festival de quadrinhos para este pedaço do sudoeste da França, distraindo as pessoas de suas jaquetas, cachecóis e da saudosa brisa morna que lá no final de Outubro já estava parando de soprar.

Para mim, no entanto, que há poucos dias estava do outro lado do mundo onde o sol não se cansa de colorir as paredes e peles, aqui os sobrados cinzas, as luzes amareladas e o rio ocre ainda só são charmosos.

A.C.M.

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